Busca por palavras chave:
 
  sexta-feira, 24 de novembro de 2017  
Home
Eleitos PT-ES - Eleições 2016
PED 2017
Vídeos PT
História
PT Estadual
Notícias
Artigos
Secretarias
Setoriais
Documentos
Galeria de Fotos
Diretórios municipais
Links importantes




 Sem educação pública, não há desenvolvimento nem soberania

As bancadas do PT na Câmara e no Senado, a Fundação Perseu Abramo e a Escola Nacional de Formação Política do PT realizaram o SeminárioEducação Pública, Desenvolvimento e Soberania Nacional, nesta segunda-feira (9), em Brasília.

O intuito do evento era debater o legado das gestões petistas na educação, assim como os desafios para a área frente à conjuntura de retrocessos impostos pelo governo usurpador de Michel Temer.

Na mesa de abertura, a senadora Fátima Bezerra(PT-RN) destacou que com Temer, “o Brasil está voltando ao mapa da fome, inclusive na fome de saber”.

A senadora relembrou as diversas ações dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita Dilma Rousseff, que, a partir da elevação dos investimentos públicos em educação, fizeram em uma década pela educação mais que todos os demais governos haviam feito em toda a história do País com programas como ProUni, Fies, expansão das universidades e do acesso ao ensino superior, entre outros.

“A expansão da universidade fez com que o ensino superior público saísse do eixo Sul-Sudeste e adentrasse ao interior do País chegando ao sertão do Nordeste. Agora, o contingenciamento brutal patrocinado pelo atual governo tem asfixiado as nossas universidades e o setor de pesquisa”, disse.

O Fundeb, por exemplo, permitiu um salto de 9,8% das crianças de 0 a 3 anos frequentando a creche para 27%.

“Ainda falta muito, por isso, a importância do cumprimento das metas do PNE. Mas, lamentavelmente, as principais conquistas do período democrático estão sendo destruídas. Os retrocessos assustam pela sua velocidade, vide a reforma do ensino médio feita por meio de Medida Provisória sem um profundo debate com osestudantes. Agora, o que resta é uma propaganda mentirosa do governo que não condiz com a realidade das nossas escolas”, apontou.

O governador do Piauí, Wellington Dias, destacou os números positivos obtidos pela educação no estado após o governo decidir tornar a educação prioridade. O estado, de acordo com Wellington, entrou no século XXI com um alto índice de analfabetos tanto entre os jovens quanto entre os idosos. Acima de 65 anos, esse índice ultrapassava os 60%.

“O estado do Piauí, que entrou no século XXI como um dos mais atrasados da Nação, foi fortemente impactado pelas políticas públicas dos governos Lula e Dilma aliadas a inclusão social. Agora existe um reconhecimento da população do Brasil inteiro do legado deixado na área da educação por Lula e Dilma. Por mais raiva, ódio e divergência é impossível não perceber o Brasil que experimentamos a partir de 2003”, enfatizou.

O presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA),  Marcio Pochmann, chamou atenção para a plataforma “O Brasil que o povo quer” que, segundo ele, é terá um importante papel para que o partido crie sínteses, convergências e “possamos construir um projeto de País que seja muito melhor do que essa mediocridade que o atual governo oferece”.

Para a senadora Regina Sousa (PT-PI), sem educação pública de qualidade, não há soberania nacional nem desenvolvimento. Esse alerta, na sua avaliação, não pode ser perdido de vista por quem acredita em um Brasil autônomo, altivo e capaz de prover a seus cidadãos e cidadãs uma vida plena e de qualidade.

Sobre os avanços e retrocessos na área de Educação, o Seminário analisou o desmonte promovido pelo governo Temer nas políticas educacionais.

“Destruir a educação pública é estratégico para o projeto neoliberal defendido por Temer e seus aliados”, ressaltou o dirigente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Guilherme Barbosa.

O ex-reitor da Universidade de Brasília, Antonio Ibañez Ruiz completou, alertando que “sem educação, ciência e tecnologia, um país está destinado a oferecer mão de obra barata e a exportar commodities”.

Para a senadora Regina Sousa, é importante chamar a população à reflexão. Ela lembra que o Brasil já carregava um atraso histórico em relação à educação, historicamente negligenciada nas políticas de sucessivos governos.

Esse quadro começou a mudar mudou nos 13 anos de gestões petistas, com o crescimento vertiginoso dos investimentos no setor, os esforços para democratizar e universalizar o acesso, inclusive na universidade — como mostra a significativa expansão das vagas nas instituições públicas, a política de cotas, bolsas (ProUni) e crédito educativo (Fies).

Infelizmente, após o golpe parlamentar, o governo Temer tem se especializado em dilapidar o que foi construído nos governos petistas. Regina lembrou do fim do Ciência sem Fronteiras—a chance que estudantes pobres tinham de faze intercâmbio nas melhores universidades do mundo— da ameaça a continuidade do ProUni e Fies e as universidades públicas deixadas à míngua.

Na última mesa, o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, afirmou que é preciso defender o princípio do recurso público destinado exclusivamente para a educação pública.

Já a vice-presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores na Educação (CNTE), Marlei Fernandes, defendeu o Plano Nacional de Educação (PNE) como um projeto estratégico para o desenvolvimento da educação. Para ela, os movimentos sociais aliados aos parlamentares devem lutar para que sejam cumpridas as metas contidas no plano.

“Com o golpe, as possibilidades de alcançarmos as metas do PNE foram soterradas. Precisamos nos reorganizar para que nossas crianças voltem a ter direito ao acesso à educação pública de qualidade”, disse.

Daniel Cara complementou, afirmando ser imprescindível que as bancadas de oposição se atentem ao embate contra o projeto encampado por setores da direita e intitulado “Escola sem Partido”.

“Esse projeto não precisa nem ser referendado para que a escola se torne um tribunal conservador. Isso já vem acontecendo porque o espaço da escola já vem sofrendo a influência de pastores, padres. Não podemos perder essa luta porque a escola é um importante espaço de debates”, disse.



Da Redação da Agência PT, com informações do PT no Senado

Home Voltar Versão para Impressão Divulgar

  PT ESPÍRITO SANTO: Rua Graciano Neves,386 - Centro - Vitória/ES CEP: 29015-330 - Tel: (27) 3223-3455
  Copyright © 2009